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Amor as várias vistas

  • 2 de set. de 2016
  • 2 min de leitura

Sabe, ainda me lembro da primeira vez em que te vi, não foi nada como me disseram que seria. Disseram que sentiria borboletas, que não conseguiria desviar meus olhos dos seus, e que saberia, com toda certeza que aquilo era amor. Bobagem, bobagem.

Estávamos em uma roda, eu não conhecia ninguém, mas você sabia o nome de todos de trás para frente e ainda dava risada enquanto diziam o quanto sentiram a sua falta. Eu te olhei com toda indiferença existente no mundo, um tanto faz como tanto fez. Mesmo quando você apontou o dedo e perguntou "Quem é aquela?" e depois de duas semanas trocou meu nome por uma tal de Rafaela.

Eu descobri que você era um leitor voraz, em uma conversa ao acaso. Te pedi uma avaliação nos textos, e você contou a minha vida, só bater os olhos naqueles garranchos do papel. E foi assim que comecei a te observar.

Trocamos textos e textos, começamos a rir da vida juntos e eu te contei minhas amarguras, você socou uma parede ao descobrir o que já havia passado, e me acolheu em seus braços quando caí nos prantos. Você me escondeu quando virei o alarde e ainda teve audácia de perguntar qual doce gostava mais em um momento como aquele. Acho que nenhum chocolate superou você naquele instante.

E foi assim que gradativamente me perdi em você. Não pela sua atenção comigo, mas pelas faces que descobri em você. Pela motivação de ser alguém melhor, de querer ser melhor. Você me ganhou ao esconder apenas uma rosa branca em sua mochila, que ficou toda manchada de caneta azul. Dentre todas as flores do mundo, aquela me conquistou.

Você me deu a oportunidade de realizar meu sonho, me deu coragem para ser independente e gostar do que via. Você me deu a chance de um recomeço. Você foi o meu amor de várias vistas. Você me mostrou que se apaixonar de uma vez, não vale a perda do prazer do que é se descobrir.


 
 
 

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